Far away
The ship is taken me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die
Luzes estrelas longe frio - sem grilhetas - planetas constelações espaço vazio - sem prisões -cometas pó rochas a vaguear o Homem Nú a sorrir lá longe muito longe tão longe demasiado longe Estrela da Manhã renascida explosão fogo quente tão quente cometa louco de cauda resplandecente cega ofusca não lhe toquem é a morte vermelha que passa a voar, não lhe toquem, não lhe toquem, é o Homem Nú eternamente menino que passa a sorrir lá longe, longe longe.
Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life
I dont know if it's worth it anymore
Memórias visões relâmpagos de imagens fotões quântica portais paisagens histórias memórias visões relâmpagos de paisagens lugares malditos exilio proscrito por escrito proibidos quântica portais Estrela da Manhã a voar Homem Nú a sorrir menino a brincar com o mundo que tem na palma da mão.
Hold you in my arms
I just wanted to hold
you in my arms
Atreve-te ousa sê audaz. Voa comigo vem aqui a meus braços vem-te assim nos meus braços em relâmpagos em espaços siderais portais fica permanece habita serena enfeitiça criança múrmurios perdidos proscritos vórtice vertigem abismo sismo violento sobre o teu corpo epicentro do meu destino.
My life
You electrify my life
Lets conspire to ignite
All the souls that would die just to feel alive.
Energia espiral nebulosas ignição explosão original e de repente a paz Mar da Tranquilidade Lua cheia de promessas nova Terra prometida ternura desmedida verdade indesmentida certeza de amar-te é aqui, aqui algures entre Vénus e Marte.
But I'll never let you go
If you promise not to fade away
never fade away
Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations
É esta a estrada das estrelas. Que 2011 vos conduza até lá.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Na Tal náusea
Oiço rumores lá fora... parece que todos estão felizes. Hoje. Agora. Nesta hora oiço vagos rumores de felicidade. Em cada esquina oiço um sorriso. Oiço em cada escadaria de um qualquer prédio antigo, o conforto. Oiço o calor que hoje- e só hoje- aquece os mil e um corações solitários que ontem - ainda ontem- vos enchiam de náusea. Ou pior: de pena. Estranha comiseração... Eu que não tenho coração, nada vejo. Ou talvez feche os olhos. Mas gostava de ter um coração uma época por ano. Dar uma moeda e - pasmem-se - sorrir, a quem me estende a mão... A proxima época é o Carnaval. O mendigo está mascarado de pobre, o pobre de mendigo, e a moeda continuará na vossa mão. Como os oiço implorar meio quilo de ilusão...
( Numenor, tens as luzes! Repara nas luzinhas a brilhar! Uma vez por ano, colocam as luzes!! E tens pais natais nos centros comerciais, Numenor!! E Numenor, o homem chegou á Lua... E, estúpido, vamos ter TGV. E sobretudo, imberbe, as luzinhas, porra! Por essa baixa fora, por essa avenida acima... acima. Até iluminam aquele gajo que está ali ao frio... podia escolher um cobertor melhor.. aquele não condiz com a nossa felicidade. É uma manta retalhada de sonhos que devolve a verdade. Faz como eu e desvia o olhar. Que nada estrague a noite em que o menino nasceu. Reza a lenda que pobre, numa manjedoura, como o mendigo agora... ou eu. Mas há que dar ilusão nesta merda tão desfasada... e gostava de ser o mendigo outra vez... Agora muito a serio... o homem chegou á Lua?? Fico feliz... )
Há coisas que estão para além das palavras. Para além da compreensão. Para além do perdão... Como responder que não sabemos? Que nunca vimos? Que nem imaginámos? As pessoas integras não concebem tais atrocidades... mas aplaudem o homem na lua. As luzes de Natal...
A poeira impede que me vejam bem mas estou aqui. Os vossos gritos não me permitem perceber, mas estou aqui. Porque a história da Humanidade foi escrita não com luzes, mas com lágrimas... estou aqui. Porque até os mais reles ainda choram, ainda sentem, estou aqui. Estou aqui!!!
Estou aqui para vocês. Sim, para vocês. Vocês são os heróis. Avançam para o negrume sem garantias de voltar a sair e sabem que há gente á espera na escuridão. À espera de salvação.. à espera de uma palavra... Homens comuns, mulheres comuns, tornados extraordinários por actos de compaixão. Uma só vez por ano. Uma só vez. ..Homens comuns, mulheres comuns, que se recusam a desistir...Não há palavras.. não pode haver palavras... apenas a raiva misturada com raiva, suficiente para obscurecer o sol. E o ar que respiramos carregado de perguntas... O mesmo ar que partilhamos um só dia NO ANO. Que é amanhã.
Eu já vi outros mundos, outros locais... caminhei ao lado de deuses e chorei com anjos. Caminhei e chorei. E vi o vosso mundo e outros locais.
O que dizemos ás nossas crianças? Que o Pai Natal existe ou que vocês existem? Talvez digamos sinplesmente que as amamos e que as havemos de proteger, que daríamos a nossa vida por elas. Num universo de playstations talvez seja um presente sem substância, mas é o único que poderá secar as minhas lágrimas, sarar as minhas feridas.. por vocês existirem.
Amanhã é Natal, parece... vão ter um dia em cheio! Fico feliz...
( Numenor, tens as luzes! Repara nas luzinhas a brilhar! Uma vez por ano, colocam as luzes!! E tens pais natais nos centros comerciais, Numenor!! E Numenor, o homem chegou á Lua... E, estúpido, vamos ter TGV. E sobretudo, imberbe, as luzinhas, porra! Por essa baixa fora, por essa avenida acima... acima. Até iluminam aquele gajo que está ali ao frio... podia escolher um cobertor melhor.. aquele não condiz com a nossa felicidade. É uma manta retalhada de sonhos que devolve a verdade. Faz como eu e desvia o olhar. Que nada estrague a noite em que o menino nasceu. Reza a lenda que pobre, numa manjedoura, como o mendigo agora... ou eu. Mas há que dar ilusão nesta merda tão desfasada... e gostava de ser o mendigo outra vez... Agora muito a serio... o homem chegou á Lua?? Fico feliz... )
Há coisas que estão para além das palavras. Para além da compreensão. Para além do perdão... Como responder que não sabemos? Que nunca vimos? Que nem imaginámos? As pessoas integras não concebem tais atrocidades... mas aplaudem o homem na lua. As luzes de Natal...
A poeira impede que me vejam bem mas estou aqui. Os vossos gritos não me permitem perceber, mas estou aqui. Porque a história da Humanidade foi escrita não com luzes, mas com lágrimas... estou aqui. Porque até os mais reles ainda choram, ainda sentem, estou aqui. Estou aqui!!!
Estou aqui para vocês. Sim, para vocês. Vocês são os heróis. Avançam para o negrume sem garantias de voltar a sair e sabem que há gente á espera na escuridão. À espera de salvação.. à espera de uma palavra... Homens comuns, mulheres comuns, tornados extraordinários por actos de compaixão. Uma só vez por ano. Uma só vez. ..Homens comuns, mulheres comuns, que se recusam a desistir...Não há palavras.. não pode haver palavras... apenas a raiva misturada com raiva, suficiente para obscurecer o sol. E o ar que respiramos carregado de perguntas... O mesmo ar que partilhamos um só dia NO ANO. Que é amanhã.
Eu já vi outros mundos, outros locais... caminhei ao lado de deuses e chorei com anjos. Caminhei e chorei. E vi o vosso mundo e outros locais.
O que dizemos ás nossas crianças? Que o Pai Natal existe ou que vocês existem? Talvez digamos sinplesmente que as amamos e que as havemos de proteger, que daríamos a nossa vida por elas. Num universo de playstations talvez seja um presente sem substância, mas é o único que poderá secar as minhas lágrimas, sarar as minhas feridas.. por vocês existirem.
Amanhã é Natal, parece... vão ter um dia em cheio! Fico feliz...
domingo, 19 de dezembro de 2010
Ela
Tranquila, acalma as águas. Poderosa, domina o fogo. Vagueia pela terra há dois mil anos ou quase atormentando o demónio até á insanidade.
( Larga-me a mente, feiticeirazinha. Não és mulher, és menina. Pequena e tímida, frágil e inquieta. Larga-me a mente e desperta. Não me invoques ao teu sono, não me domines nos teus sonhos, não me queiras nessa cama que facilmente incendiarei. Acalma as águas. Não dominas o fogo. Não sabes o nome do vento... )
Tranquila, ela própria é água. Poderosa, toda ela é fogo. São chamas invisiveis, assassinas e bailarinas, são as palavras proibidas proferidas e temidas, marcam, estigmam. Feridas, cicatrizes, tudo nela é viagem. Todo o seu corpo é um mapa errante de lugares distantes onde só o vento a poderia um dia levar. Mas ela não sabe o nome do vento.
( Penso muitas vezes no que teriamos a dizer um ao outro... se as palavras que tão bem soltas aqui, que crescem numa louca vertigem até se transformarem num gigantesco caudal de emoções.. penso se as dirias, olhos nos olhos, se a tua voz correria o risco de as proferir... o que falariamos nós?..
Será que me ouvias, atentamente, com esse teu olhar meigo e inebriante, falar de anjos e de batalhas ancestrais, falar do tempo em que repousavas na minha cama, no meu castelo ou na minha cabana de colmo.. poderias ouvir-me, sim... e a minha voz embargada descreveria as linhas da tua mão, as curvas do teu corpo, os sinais de nascença, as estrias de vários partos, de tantos dias, anos, séculos, recordar-te-ia todos os gritos de prazer que emitias em cada orgasmo. No tempo em que éramos bem mais que uma longa linha de comboio, que dois carris impedidos de se tocarem por madeira e pedras, e que assim seguem, lado a lado, até ao fim de mais um mundo...
Tenho a secreta certeza que me ouvirias extasiada, feiticeirazinha. Porque sei que sou vento, mar e areia, fruta silvestre, sou acorde de sinfonia, sou perfume suave, sou elástico com que prendes o cabelo, sou livro aberto numa página pungente que te comove até ás lágrimas, numa página alegre que te faz sorrir, sou a água que te saceia a sede... sou tudo em que tocas pensando em mim, ternura. Sou tudo o que fazes comigo no teu pensamento... sim... sou a mão com que te tocas até caires num sono lânguido... dorme, meu amor. Dorme. Invocaste-me.. estive aí. )
Ela é a minha alma tantas vezes perdida. Recuperada. Ferida. Ela é a minha música de embalar. Porque ela sabe o nome do vento. Apenas não o quer chamar.
( Larga-me a mente, feiticeirazinha. Não és mulher, és menina. Pequena e tímida, frágil e inquieta. Larga-me a mente e desperta. Não me invoques ao teu sono, não me domines nos teus sonhos, não me queiras nessa cama que facilmente incendiarei. Acalma as águas. Não dominas o fogo. Não sabes o nome do vento... )
Tranquila, ela própria é água. Poderosa, toda ela é fogo. São chamas invisiveis, assassinas e bailarinas, são as palavras proibidas proferidas e temidas, marcam, estigmam. Feridas, cicatrizes, tudo nela é viagem. Todo o seu corpo é um mapa errante de lugares distantes onde só o vento a poderia um dia levar. Mas ela não sabe o nome do vento.
( Penso muitas vezes no que teriamos a dizer um ao outro... se as palavras que tão bem soltas aqui, que crescem numa louca vertigem até se transformarem num gigantesco caudal de emoções.. penso se as dirias, olhos nos olhos, se a tua voz correria o risco de as proferir... o que falariamos nós?..
Será que me ouvias, atentamente, com esse teu olhar meigo e inebriante, falar de anjos e de batalhas ancestrais, falar do tempo em que repousavas na minha cama, no meu castelo ou na minha cabana de colmo.. poderias ouvir-me, sim... e a minha voz embargada descreveria as linhas da tua mão, as curvas do teu corpo, os sinais de nascença, as estrias de vários partos, de tantos dias, anos, séculos, recordar-te-ia todos os gritos de prazer que emitias em cada orgasmo. No tempo em que éramos bem mais que uma longa linha de comboio, que dois carris impedidos de se tocarem por madeira e pedras, e que assim seguem, lado a lado, até ao fim de mais um mundo...
Tenho a secreta certeza que me ouvirias extasiada, feiticeirazinha. Porque sei que sou vento, mar e areia, fruta silvestre, sou acorde de sinfonia, sou perfume suave, sou elástico com que prendes o cabelo, sou livro aberto numa página pungente que te comove até ás lágrimas, numa página alegre que te faz sorrir, sou a água que te saceia a sede... sou tudo em que tocas pensando em mim, ternura. Sou tudo o que fazes comigo no teu pensamento... sim... sou a mão com que te tocas até caires num sono lânguido... dorme, meu amor. Dorme. Invocaste-me.. estive aí. )
Ela é a minha alma tantas vezes perdida. Recuperada. Ferida. Ela é a minha música de embalar. Porque ela sabe o nome do vento. Apenas não o quer chamar.
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