«Sou apenas uma rapariga
que gosta de cor-de-rosa
o meu vestido tem a cor da pele
que já não posso despir
porque nesta estranha Terra
os homens que violam os nossos filhos
são filhos de outras mães, mães como nós
mães vestidas de cor-de-rosa
quando embalaram os seus tesouros
Sou apenas uma rapariga
vestida de cor-de-rosa
o meu corpo tem a cor da alma
que já não sei encontrar
porque neste estranho colo
entraram desiguais filhos
de mães sempre iguais
(falo de Mães, não de mães)
e, quero acreditar, talvez estes filhos
não violem outros filhos
se me puderem violar.»
by Joana Well, http://missjoanaswell.blogspot.com/2011/04/prostituta-azul-xv-filhos-desiguais.html
Ainda estás no banco, meiga? Deixei a manta, mas essa era minha, minha demais para ti. Devolve-ma. Não precisarás dela. Tu não-não tu. Essa manta conta-te a minha história e é pesada. Tu sempre serás mais forte, eu sei. ( O fumo branco embriaga, ou sou eu a sorrir de ternura? ) Nem te atrevas a duvidar da ternura. Tu não-não tu! Não sei ser amante, nunca o conseguiria ser e tu sabes, meiga. Tu sabes-só tu. Deixa-te estar menina-meiga-noiva-prometida para mim, na minha-nossa vida. Deixa-te estar como a protegida a quem ( ilusão ) afastarei sempre as madeixas teimosas de um rosto por inventar. Tens o menino contigo. E vamos andar de baloiço. O Homem Nú descansa sempre na tua casa... despertas o menino, menina. Tu só- só tu. E sim, vamos brincar com o fogo: a saltar fogueiras. Rindo, sorrindo. Cúmplices. E sabes?... deves ficar com a manta. Tem o cheiro do vento. E afasta tempestades. E faz-te sorrir. Sei que vais sorrir. ..
Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio, mas o auxílio bendito de um terceiro elemento...
Em mim verás o menino, o teu menino. O que te reclama como sua menina. E partilha fumos brancos numa manta de retalhos curta demais para nós. És minha demais para seres mais que minha menina. Tu sim-só tu, .és a minha história de encantar. As outras estão na manta. Mas até essas já te dei. Dá-me o braço. Vamos. Há quantas vidas te conheço?... e ainda tenho medo de te tocar.
Menina, minha menina. Sempre e só a minha menina. Terna, tão terna. Nunca mais me faças chorar. De ternura.
Estás numa fase muiiiiito criativa. E que beleza estranho Numenor. Olha o link não dá. :( Beijo meu. e da cria. rs Deves uma história. rs
ResponderEliminarOk ok. Ainda me consegues surpreender. 'és minha demais para seres mais que minha '
ResponderEliminarMD, já escrevi. ( Sério! ) :-) Beijocas para ambos.
ResponderEliminarA.Anes Sou assim... a modos que... porém e contudo... de quando em vez com conteúdo. E é tudo.
Merecido, e muitissimo, este gesto carinhoso com que cobres a Joana para a protegeres do frio. É sem dúvida nenhuma uma simbiose perfeita: as obras primas que ela cria e os textos arrepiantes que brotam de ti, Luz (re)nascida, por Demónios incubada, em An(j)os vivida, e nos Humanos retratada. Palavras que se articulam de um modo tão sublime que chega a ser doloroso, tortura deliciosa no tacto sentido nas ruelas e becos perdidos da mente.
ResponderEliminarE depois...bom, depois, tu e ela vão buscar detalhes que como que lidos nas minhas entranhas. Seria impossível ficar indiferente.
Na Joana perco-me em cada esquina de cada palavra, que me levam para um Mundo além do palpável.
Dela, prefiro o outro. O da Alma e tu sabes porquê.
E teu. Bom, teu...quero as partes articuladas no círculo perfeito. Aquele que desenhas em mim sempre que me olhas nos olhos da Alma e reflectes aquilo que sinto mas não verbalizo porque não preciso. Raros fenómenos inexplicáveis de quem se comunica muito para lá das palavras. Ou onde elas nem sequer são precisas.
É bom acordar assim.
Para a Luz intensa de um novo dia que promete ser sempre diferente, porque inesperado.
Beijo dançado na vossa melodia.
Nem sei que te diga... Excepto um "I.O.U for your love": http://www.youtube.com/watch?v=Q7sIzWKHGwQ
ResponderEliminarNão quero mais ter piedade, Numen, estou a tentar seguir o caminho que apontaste. ;) :)
Obrigada, muito obrigada. :)))
Beijos
(Tentanto reescrever o comentário desaparecido.)
ResponderEliminarLeio sozinha e encontro a emoção.
Ela é como disseste que era. Queima.
A tua sensibilidade fascina-me, Nuno.
:)
E mais nada? Ando sem leitura.
ResponderEliminarSTARSPIRITUS, danças também... és o allegro, o aumento de intensidade, até a dança ser uma espiral louca e incontrolável. (In)contornável melodia. Revês-te na melodia porque eu te revejo na Joana, e ela em ti. O privilegiado sou eu, espectador emudecido e embevecido. Breathless kiss forU.
ResponderEliminarJOANA ... era uma vez um rei que dava um penny pelos pensamentos de uma Rainha. Eu dava tudo. Faço-o constantemente, contigo. Abraço-te nessa manta. Beijos nessa alma.
ELI outra ELI(s) cantava a Fascinação.. agora que foste tocada - e queima, sim.. avisei - não vais querer outra coisa... não lamento os vicios que ELimento. ;-)
A. Anes, agradece à cria da MD:
ResponderEliminarNaquele lugar estranho, o menino aguardava. Lições de marés e de luas, de estrelas tão nossas que mais pareciam piões. Mas tu nem sabes o que é um pião, pois não, campeão? Parecia um ovni, imaginas? Ao cordel chamava-lhe guita. O cordel circulava o ovni até o abraçar por completo. Bem apertadinho. Mas terias que ver se o cordel/guita estava bem apertado! Depois, lançavas para o chão - zás - assim de repente, o ovni parecia foguetão, o cordel saía da tua mão e lá rolava o pião.Imaginas que rolava e rolava, sem parar? Se o lançasses bem, até faíscas saíam, imagina! E zás ... enquanto ele rodopiava na sua dança, a imaginação levava-te a outros mundos. Aos céus de cetim e ao espaço sem fim - lá em cima, lá em cima - onde havia planícies sem fim.
E o berlinde, amigo. A tua mamã também é do tempo do berlinde. Eu gostava das três covinhas. Bastava um pouco de terra que pudesse esgravatar. E um amigo para brincar, claro. Era lindo porque era necessária a companhia. Ninguém jogava às três covinhas sozinho. Os abafadores não eram permitidos: éramos mesmo amigos. Espera, que disparate... sabes lá tu o que é um abafador... Abafador era um berlinde ENORME. Grande, grande... só mesmo um pitosga não acertava com um abafador. Nós não jogávamos assim. Mais: quem tivesse berlindes novos ( saíam com desenhos lá dentro, enormes, claros-escuros, dragões e sandokans, bell e sebastião, heidis e estrumpfes ) desculpa, dizia eu que quem tivesse berlindes novos, dava aos companheiros. Porque o o jogo tinha que ser igual. Sempre. :-)
Se eu te falar dos carrinhos de rolamentos, a tua mamã ralha comigo... falamos daqui a três aninhos. ;-)
Meu querido amigo, só para te dizer que... bem, não te posso dizer nada. Experimento a tua playstation se um dia experimentares todas as brincadeiras que tinha. E zangas. E empurrões. E joelhos esfolados - tantos trambolhões -. O mundo fica cada vez mais pequenino e vai encolhendo, devagar.. devagarinho. Não cresças sem histórias para contar. As marés e as luas ( sim, imagina mais que uma lua ) não esperam. Neste lugar estranho, és bem vindo. De estrelas tão nossas que queremos foguetões! Vamos construir um, ou ficamos por aqui?
( Com muita ternura, MD. Ando a ficar um piegas.. :-) Espero que ajude..)
- Apropriado para ti, perversa Anes? ;-)
Lido. E lido muito bem com o perversa. Bjs
ResponderEliminarAllegro andante numa melodia de memórias relembradas de infância, sorrisos rasgados em sinfonias multicor de berlindes brilhantes e berrantes...adorei a tua história!
ResponderEliminarNo meu tempo vinham no "Bilas" e bebíamos litradas de gasosa só para termos mais um. Ganhava quem tivesse o mais garrido...
Fiz a colecção de cromos do Sandokan em tempos em que o dinheiro não abastava e (ri-te!!!) ainda hoje tenho a caderneta, impecável, guardada numa gaveta. De garrafas vazias fazíamos mercearias, de Super Bock de litro, castanhas e feias, carruagens puxadas por cavalos imaginários, de trapos nasciam bonecas, de papel costuravam-se vestidos de encantar.
Ainda sou do tempo em que se sabia brincar, por caminhos onde a imaginação construía castelos do Nada, verdadeiros feitos de Príncipes e Princesas imaginários...
No tempo em que éramos felizes na simplicidade, inocência partilhada no pouco que se possuía, onde a Alma espelhava felicidade por caminhos trilhados, saltitados na alegria quotidiana, por pés de criança.
Beijo-te (comovida) nessa Inocência :)
P.S. Correcção: "onde o dinheiro não abundava", maldito entusiasmo e mania de publicar comentários sem os reler!!!
ResponderEliminarNuno Obrigada. *
ResponderEliminarQuando conheço um blog que me recomendam tenho por norma começar pelo primeiro post. E comentar o ultimo e iniciar aí o conhecimento. O teu primeiro nada me disse mas como nunca fui mal recomendada fui lendo. Depois percebi que o primeiro era um aviso e como detesto estas coisas de elogios fáceis digo apenas ao autor ou autora que a mim fotos não dizem nada neste meio que NUNCA durante 7 anos de blogs li algo assim. Não é carne nem peixe não é poesia nem prosa é um tudo imenso de paágrafo em parágrafo. Estarei Atenta.
ResponderEliminarSeguirei esqueci-me que não gostas de anonimatos. Mas assino assim até perceber o que se passa nesta cx de comentarios. Como também os detesto tens o link para o meu no teu mail. Nemaste, Numenor.
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