sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Esclarecimentos ( como os detesto )

Um dos meus posts está a gerar alguma celeuma e a entupir-me o pobre gmail com pedidos de esclarecimentos: A autoria da frase que os meus queridos bloggers juram a pés juntos pertencer a Pessoa. Com um pouco mais de informação sobre o assunto e não fazendo pesquisa numa internet em que, dito uma vez um disparate, ele transforma-se e corre mundo em 4 horas e 53 minutos.. e de disparate passa a ser a primeira opção de pesquisa e aplicado noutro texto texto qualquer, volta a correr o mundo em 4 horas e 53 minutos e já temos o disparate como uma verdade aceite por todos. Como deveriam saber - vá lá, no mínimo suspeitar - essa frase insere-se num con(texto ), nunca seria uma frase isolada. Se procurassem onde ela teria então nascido, iriam deparar-se com algo como isto:
« Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo… »

Se já não bastasse o português com aquele delicioso sotaque além-Atlântico, vemos aqui Fernando Pessoa agradecer a deus.
Pessoa agradecer a deus... já começam aqui a reparar num pouco do ridículo, correcto? E deus com um « D », daqueles grandinhos que eu e Pessoa utilizaríamos para escrever Daniela, mas jamais deus. Agradecer-lhe então radiosas manhãs, seria a primeira ilação que tirávamos: isto é mesmo de Pessoa!! :-))

Para terminar o disparate, bastava perguntar-vos onde está esta obra prima de Pessoa? Em que livro, carta, manuscrito, diário saído de um baú, guardanapo manchado de vinho do Martinho da Arcada ou do Abel, enfim... onde leram esta pérola escrita por Pessoa? Em rigor: em lado nenhum!

Quem é o autor? Sei lá. Sempre comparei o texto a uma recolha de malmequeres, numa linda manhã primaveril.
Arriscaria Augusto Cury. É o tal pensador que me faz espirrar. Sou alérgico a malmequeres.

Esclarecidos? Obrigado.

P.S. Laurinda Alves, uma jornalista do teu gabarito, ser acérrima defensora da tese de Pessoa... desiludiste-me. O tratamento na segunda pessoa não se deve a um conhecimento pessoal, mas como assim te dirigiste e tentaste vender a tua estupidez, em tons de carroceira e ares de dama ofendida, perdoa lá o tu. E bebe mais um copo. Não bebas dois ou ainda escreves que o Mein Kampf é de Wisenthal. Abracinhos e tal.

6 comentários:

  1. Vou ter que ler...Estou fora do contexto (estou sempre...lol)...

    Mas porra!!! Não me quero zangar contigo!!!!Mesmo que tenha (tenho sempre) razão!!!

    :)

    Com admiração!

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  2. Mais uma vez a culpa é da jornalista? Nem parece teu, Numen. A´Laurinda escreveu o que lhe disseram. É rigorosa no que faz. E jornalista de corpo e alma. Enganou-se? Sim, tudo a leva a crer que sim. Mas carroceira? a Laurinda?

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  3. Hahahaha! Sabes Númen, googlar nem sempre chega. Existe algo chamado "cultura geral" que significa tudo aquilo que nos lembramos depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos e Pessoa e Deus seriam realmente a água e o azeite.

    Não te sabia tão conhecedor do meu amado. Mas também não é de admirar, de ti nada me surpreende, tudo me agrada. Concordo contigo em relação ao "poema".

    E, tal como comentei alguns posts mais abaixo, prefiro a outra, a verdadeira, de Pessoa.

    Beijo-te Menino Nú, plena de saudades e gratidão

    :)

    P.S. Poderia também ser uma lamechice de Paulo Coelho (just wondering)...

    O teu blog não me deixa comentar com a minha identidade. Fuck it. Sou eu, claro. A tua menina encontrada e não perdida, Stargazer!

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  4. Foste injusto. o Trabalho de uma jornalista é inquirir, investigar, confirmar. Eu não jogo com palavras, como tu. Gostava, mas não sou poeta. Não há açúcar. O que li magoou-mr porque eu própria corrigi, e ainda assim não terminas isto.

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