quarta-feira, 9 de março de 2011

A herança de um maldito

São lúcidas as tuas formas elaboradas a compasso para passo a passo serem descompassadas e alterar batimentos cardíacos - síncopes, taquicardia - em incontidos soluços, convulsos, amargos do âmago de uma alma que ama e que chama e que chora... quanta demora nesses gestos. É hora. Vibrantes as tuas palavras de ódio que feriram - adagas - que cumpriram - pragas - enquanto assistias, estranha mulher, à queda abrupta de um admirável mundo criado por mim, querido por ti.. abandonado por nós.

É sem dúvida amor o que persigo. És sem dúvida, amor, o que persigo.

Condenaste-me ao exilio que com um prazer furioso abracei. Tal como quando te abraçava em fúria invocando o prazer, descrente nos sentidos que adormeciam enquanto velava o teu sono, desperto, bem perto do teu rosto, tão perto que o ar expelido com a meu respirar te levantava os cabelos soltos, rebeldes, que teimavam em cair nas minhas mãos...
É sem dúvida vida que me retiras. És sem dúvida a dádiva dessa vida.

Agora preciso da tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo. Sei que acreditar em tudo isso será, inicialmente, a tua grande solidão. Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor.

15 comentários:

  1. Oh nino :( Estavas bem melhor a conhecer o amor aos pedacinhos. :pp Pelo menos já te posso azucrinar por aqui outra vez. What a pleasure. Kiss

    A.A

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  2. Apenas e só um texto, precipitada. Não me perguntem por amor, nem queiram saber: mostrem-no. Provem que essa coisa existe. :)) Continuarei a pensar assim. Azucrinai, senhora.

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  3. Sem dúvida que o primeiro paragrafo foi das coisinhas mais bem escritas por ti rs.

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  4. São lúcidas as tuas formas elaboradas a compasso para passo a passo serem descompassadas e alterar batimentos cardíacos - síncopes, taquicardia - em incontidos soluços, convulsos, amargos do âmago de uma alma que ama e que chama e que chora... quanta demora nesses gestos.

    Este? Não foi nada, ave rara. ;-) Sabes que não.

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  5. Querem ver... Já não posso ter opinião própria?...
    Para mim é! POnto final.

    * :-)

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  6. Não te imgaino sem amor estranho Numenor. Recebe este beijo *

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  7. Imagina, imagina, MD. Beijo. :-)

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  8. tic-tac, tic-tac, bum-bum-bum-bum, tatan-tatan, tic-tac, tic-tac.

    Isto é...the rhythm of my heart depois de te ler. Ok, inspira-expira, acalma. Sossega.

    Beijo anti-flatliner :)

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  9. I will Sam, if you promise not to leave me...

    Bergmans' kiss

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  10. Stop right now, Starmuse.

    Teremos sempre a tasca do Numenor. *

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  11. põe uma vírgula depois do "r" (de Numenor) e escreve:

    ..."o Céu da Stargazer e as ruelas e becos de Lisboa rendida!"

    Beijo...

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  12. Como te odeio.
    Como te odeio.
    Mas como te amo.
    Que vontade de te procurar, que vontade de discutir, que vontade de me reconciliar.
    Tanto te espero como te desprezo.
    Procuro-te em todos os cantos do mundo virtual porque não tenho coragem de te procurar no real.
    Bato-te com palavras, humilho-te porque sou incapaz de me declarar.
    Como te amo, como te amo, como te odeio, como te odeio.
    Vicio de mim..
    Satanás dos meus pecados..
    Anjo dos meus sonhos..
    Amor prometido, amor proibido.
    Meu tudo, meu nada.
    Hey! if we can solve any problem
    Then why do we lose so many tears
    Oh, and so you go again
    When the leading man appears
    Always the same thing
    Can't you see,
    we've got everything goin' on and on and on

    Every time you go away,
    you take a piece of me with you...
    Every time you go away,
    you take a piece of me with you...

    Go on and go free, yeah
    Maybe you're too close to see
    I can feel your body move
    It doesn't mean that much to me
    I can't go on sayin' the same thing
    Just can't you see,
    we've got everything
    baby even though you know


    I can't go on sayin' the same thing
    'Cause baby, can't you see,
    we've got everything goin' on and on and on

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  13. “É sem dúvida vida que me retiras. És sem dúvida a dádiva dessa vida.” plim:)

    Diante o cheiro de ervas cortadas, volúpia do corpo das coisas, há um instante rasgado de cicatrizes em que embora exilada eu também procuro o Amor. Mas nessa demanda acabo sempre por me perder nas trevas da sua sombra efémera e eclipso, escrevendo por toda a parte que há possibilidade do Amor nem sequer existir - só uma espécie de jogo... um despojo arrojado de emoções que vai permitindo reconciliar o irreconciliável: a atracção e o pudor, o arrepio aventureiro e o conforto da virtude. Tudo o que me sucedeu até hoje...arrebatamento fugaz...

    Entre estudos, acertos e experiências de poucos anos concluí que O Amor poderá existir quando tudo em nós e fora de nós está em potência máxima, no mesmo rigoroso momento...

    Com as suas palavras pensei sentindo e senti pensando que afinal não é uma questão de ser no rigoroso e mesmo momento, antes da nossa capacidade de espera, do quanto querer... Ainda bem que vim!

    Perdoe a inusitada aparição, trilhei casualmente um caminho estrelado até aqui, acabei por ficar, e não partilhar isto consigo pareceu-me um disparate.Não voltarei. Mas parto desejando que encontre o que tanto merece e procura e estou grata pela leitura dos seus "entreactos".

    Abraço-o. A sorrir...

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