terça-feira, 17 de agosto de 2010

O culto em que me oculto, culpa-te, esculpo-te. Desculpa. Desvendo-te, vendo-me para te vender. Cego, sigo e persigo. Perdido encontro-me de encontro ao teu ventre. Demente, demente. Mente, estoico. Estaco. Avanço, venço, um lenço lanço, tréguas.. que negas. Invicto, invocado... equivocado.

Sou o fantasma que te assombrou toda a noite.. nos teus gemidos inconscientes e opiáceos invocaste-me. Também eu dormia tranquilamente até ser ferido pelo teu apelo de telepata.. estás longe, tão longe... longe demais para te acordar. Encarrego o meu espirito da penosa missão e alcanço-te... fixo-te, asfixias-me. Esfinge... o homem ou a vida? A dádiva... contemplo o teu corpo nú e ferido da batalha carnal que travaste... afasto o corpo fisico do amante que não te satisfez e que dorme solto e egoista o sono do orgasmo.. e entro em ti e faço-te gemer e faço-te tocar e faço-te gritar e faço-te acordar... vês a névoa que sou sorrir para ti e partir... ouves o eco repetido da minha identidade...

- Eu sou Amor... eu sou Amor...

O culto em que me oculto é saliva, dissolvida, é vida... minha querida...
Minha querida...

4 comentários: